Obras Incríveis: Ponte Ferroviária de Blackfriars, a maior ponte solar do mundo, em Londres!!

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Ser sustentável não é mais um artigo de luxo, é uma necessidade. Quanto mais limpa a energia, melhor. Quanto menos poluente, maior a atenção que recebe por parte da imprensa.

A última novidade nessa atenção para o “verde” é a Ponte Ferroviária de Blackfriars, localizada em Londres, capital da Inglaterra. Reinaugurada em janeiro de 2014, após um processo de reforma e modernização, a ponte contém em sua cobertura, 4400 painéis fotovoltaicos HIT, da marca Panasonic. Essas instalações deram a ela o título da maior ponte solar do mundo. Incrível, não é?

A ponte era utilizada desde o ano de 1886 e passa por cima do rio Tâmisa. Seu processo de reforma demorou pouco mais de dois anos para ser concluído e teve um custo de 9 milhões de euros. Os responsáveis pela obra que instalou 6.000 m² de módulos solares à construção foi a empresa que já administrava anteriormente a infraestrutura ferroviária da Grã-Bretanha, a Netword Rail Limited. Há também “um dedo” de mais duas empresas, a Solar Century, que instalou os painéis, e a First Capital Connect, empresa ferroviária que esteve ajudando no processo.

As vantagens são inúmeras, é claro. O investimento renderá uma energia equivalente à metade da que é normalmente utilizada pelas instalações da ponte, diminuindo muito o uso de eletricidade por rede. Isso ainda sem falar na redução da emissão de gás carbônico: estima-se que, por ano, 511 toneladas de CO2 serão deixados de ir ao ar. Esse valor equivale a 89 mil viagens de carro pelo mesmo período, sendo que a cidade de Londres tem cerca de 22% dos valores de emissão relacionados aos veículos de transporte, o que significa uma grande redução dessa poluição que tanto preocupa.

A tecnologia utilizada é a dos painéis HIT, que significam “Heterojunção com Camada fina Intrínseca”. Ele possui células fotovoltaicas feitas de silício, sobrepostas a camadas amorfas do mesmo material. Os fótons emitidos pelo sol são captados por ela e, nessas camadas, ocorre a reação química que movimenta os elétrons e os prótons, que se dispõem paralelamente (Prótons acima, elétrons abaixo) e criam a corrente elétrica que é armazenada na estação. Essa novidade da Panasonic é mais eficiente, produzindo cerca de 5% de energia a mais do que os painéis convencionais, o que equivale a uma redução total de 24,7% de energia de redes.

Aproveitando as 1.400 horas anuais de incidência solar sobre a cidade de Londres, a estimativa é de que, por ano, sejam produzidos 900 mil kWh. Essa quantidade seria capaz de produzir, diariamente, 80 mil xícaras de chá. A comparação é inevitável quando falamos da Inglaterra, que tem essa cultura tão antiga. Prova disso é a jogada de marketing feita pela própria empresa, que divulga os dados e leva para a estação, no dia da inauguração, a maior xícara de cá da Grã-Bretanha. Os passageiros poderiam pegar um pouco da bebida, produzida com produtos vegetais e água quente.

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Clique logo abaixo e veja um vídeo que mostra o processo de instalação das placas:

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E confira também algumas fotos:

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Fonte: Techenet;

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Rafael de Oliveira Bolonha

Estudante de Engenharia Civil da Univix – Faculdade Brasileira, em Vitória, Espírito Santo.