Londres faz testes com condomínio auto sustentável, projetado pelo arquiteto Bill Dusten.

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Quando mais sustentável, melhor. Certo? Na minha opinião, sim. Nosso mundo não precisa mais de construções e hábitos que acabem ainda mais com ele. E como eu também pensa Bill Dusten, idealizador de um projeto muito importante e eficiente na cidade de Londres, capital inglesa.

Na Inglaterra como um todo, mas ainda em especial em Londres, a fachada das casas é sempre muito bem preservada para manter e relembrar todos os fatores históricos de criação da cultura inglesa. Os apartamentos e casas são muito tradicionais, não fogem do padrão, e isso pode ser ruim se pensar a maneira como eles tratam o meio ambiente, de como utilizam a água e como fazem o descarte de seus resíduos.

Porém, no bairro de Sutton, na parte sul da cidade, algo destoa. Um condomínio com 90 apartamentos é completamente trabalhado na responsabilidade ambiental. O telhado é completamente coberto com placas fotovoltaicas para reduzir o uso de energia comprada, a ventilação do ano inteiro é feita com um sistema instalado no telhado que também cuida da refrigeração em geral, e os vidros, como estão numa cidade normalmente fria e com um inverno rigoroso, retém o calor que chega através dos raios solares, para que o local esteja quente quando necessário, sem falar que ajudam muito na entrada de luminosidade no local, evitando o acendimento de luzes durante o dia. A água também tem um sistema de reutilização entre cozinha e banheiro, o que economiza e muito, no final do mês.

A estimativa é que de os próprios apartamentos consigam suprir 90% da energia que consomem. Há também, para todos os moradores, uma rígido controle de coleta seletiva e pelo menos 60% de todos os resíduos produzidos são completamente reciclados, já que o objetivo do projeto, que já estende-se por 12 anos, é reduzir significativamente a emissão de gás carbônico na atmosfera.

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O que pode trazer certa dificuldade de implantação é o custo e a necessidade de estar mantendo hábitos incomuns, como fazer a coleta seletiva. O preço pode chegar a 7% mais caro que as construções comuns, mas ninguém pensa de fato no que será economizado depois de um tempo com a energia e menos que será paga.

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Dos 90 apartamentos, 30 foram direcionados à empresas de porte pequeno e médio, e o restante para moradia, e de uma maneira diferente. O governo britânico financiou e abriu um programa diferente para a ocupação, que foi feita por pessoas de baixa renda que não possuíam um lugar para morar.

No Brasil também já há um projeto em andamento de um desses condomínios sustentáveis, que será instalado na cidade de Campinas – SP, e será o primeiro do país.

Fonte: UOL

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Rafael de Oliveira Bolonha

Estudante de Engenharia Civil da Univix – Faculdade Brasileira, em Vitória, Espírito Santo.