Qual a chave para o sucesso? Qual o primeiro passo?

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“Um homem de 35, Engenheiro formado pela UFRJ, dono de uma empresa bem sucedida, está no quarto casamento e resolveu procurar um psicólogo, por recomendação de amigos, para descobrir o que há de errado com ele. Na consulta, o médico pergunta o que levou as três primeiras separações. O engenheiro relatou: No primeiro casamento eu era muito jovem. Era namoro que vinha da adolescência e acabei me casando por impulso, porém, eu estava no início de minha carreira e tinha que viajar muito, sempre procurando o sucesso que eu sempre quis e desejei obter pessoalmente e profissionalmente, mas minha esposa queria que eu ficasse mais em casa. Por motivos de diferença de interesses, acabamos nos separando. No segundo, a única coisa que minha esposa pensava era em ter filhos, mas eu ainda corria atrás de minha carreira, agora deslanchando de uma vez, e aquele não era o momento. Acabou não dando certo. O terceiro foi um pouco mais complicado. Ela era muito fútil, só pensava em comprar, gastar, viajar, ganhar, etc… Ela não trabalhava e não fazia nada para se ocupar além de gastar e gastar dinheiro, então pedi a separação.

Fiquei dois anos sem pensar em namoro, e após retomar, namorei por apenas oito meses, e decidido do que eu queria, voltei a me casar. Tivemos um filho, hoje com cinco meses, e ela só pensa nele, não me dá atenção, por isso estou novamente pensando em me separar.

Após ouvir tal relato, o médico fez uma análise junto ao médico disse: Senhor, você percebeu que em todos os seus casos, o erro veio do outro? Será que a matriz do problema não seja outra? Já pensou em seus atos?

O engenheiro ficou pensativo, um tanto irritado, como se tivessem tocado um ponto exato que nele doía, pegou suas coisas e saiu. Nunca mais voltou para se consultar.”

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Daí, Engenheiros do Futuro, faço uma pergunta: Será mesmo que o problema não está em você? Por quê sempre é o outro?

Convenhamos, ‘terceirizar’ a culpa é sempre mais fácil, não é? Talvez seja essa a chave do sucesso, tanto de um engenheiro como de qualquer outro profissional: assumir o erro. Quando assume-se o erro, batalha-se para consertá-lo, melhorando o que ocasionou-o. Insistir nele mostra que há sim alguma coisa errada, mas não na ação, mas em quem agiu. O engenheiro explicou suas separações, uma a uma, e em todas elas o problema era o outro. Será que ele fez as coisas certas, lutou para que desse certo? E o que ele esperava, que seu filho de cinco meses fizesse suas malas e simplesmente fosse embora? Um relacionamento, afinal, não vem apenas de um. O outro tem o direito de querer um pouco mais de atenção.

É fato que o sucesso dos engenheiros que virão nos próximos anos se resume em INOVAÇÃO. Então está aí mais uma dica. Inove, aceite o erro. Corra atrás e conserte, e ai então, terás tudo para crescer e eliminar as barreiras para as melhores oportunidades. Enquanto houver aqueles que insistem no erro e não olham para o que gerou ele, haverá aqueles que assumem e com eles aprendem, e esses sim estarão à frente.

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Rafael de Oliveira Bolonha

Estudante de Engenharia Civil da Univix – Faculdade Brasileira, em Vitória, Espírito Santo.